Trabalhadoras químicas realizam oficina com o tema:
“O LUGAR DAS TRABALHADORAS NA SOCIEDADE DE MERCADO'


Na foto, Cida Pedro, em pé, dá as boas vindas ao companheiro e as companheiras e faz uma saudação aos presentes

Abertura
No dia 23 de agosto de 2008, das 14 às 19 horas, foi realizada na sede de Santo Amaro, do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, como parte das atividades de multiplicação de formadores do programa “trabalho, gênero e raça”, uma parceria da LO, Central Sueca, com a CUT São Paulo, foi realizada a oficina “O lugar das trabalhadoras na sociedade de mercado”.
A atividade teve a participação de 21 pessoas, sendo 20 mulheres e um homem, dessas 4 são trabalhadoras nas indústrias de cosméticos, 6 nas farmacêuticas, 6 no setor de plásticos e 3 em indústrias químicas. Também participaram 2 assessoras.
Para dar início aos trabalhos a companheira Cida Pedro, Secretária de Gênero do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região fez uma breve saudação as participantes, explicou os objetivos da reunião, que essa atividade é fruto de um convênio, CUT São Paulo e a LO e convidou as outras diretoras presentes para fazerem uma saudação.
Na oportunidade estavam presentes: Jaqueline Souza – diretora do Sindicato dos Químicos de São Paulo e trabalhadora da Baxter; - Rosana Sousa – diretora do Sindicato dos Químicos de São Paulo e da CNQ (Confederação Nacional dos Químicos) e trabalhadora da Ciryus e Elizabete Maria da Silva – diretora do Sindicato dos Químicos de São Paulo e da CNQ (Confederação Nacional dos Químicos) e trabalhadora da Avon.

“O lugar das mulheres na sociedade de mercado”
As participantes ao realizarem o debate sobre a relação entre capitalismo e mercantilização do corpo das mulheres observaram que estas são obrigadas a aceitarem condições de trabalho cada vez piores e os salários são cada vez menores. São exploradas com a divisão sexual do trabalho, cabendo a elas a responsabilidade pelo trabalho doméstico, e depois de uma tripla jornada de trabalho a mulher se sente cansada e busca nas farmácias remédios para por fim às dores do corpo e da alma.
Não bastasse isso as mulheres são transformadas em objetos para venderem os produtos. E ainda, para corresponderem ao padrão masculino de feminilidade faz plástica, lipoaspiração, ginástica, regime, entre outros etc.

“Remédios e cosméticos: mina de ouro das transnacionais”
As indústrias de medicamentos estabelecem diversas estratégias para que as pessoas dependam cada vez mais de remédios para diferentes situações (anti-depressivos remédios para emagrecer, para o coração, pílulas anticoncepcionais etc).
Outra indústria que tem crescido muito é a indústria de cosméticos. Grandes empresas como Avon, L`Oréal e Natura criam patentes de produtos para não haver concorrência. As vendedoras e revendedoras não tem nenhum direito garantido e são consideradas “consultoras de beleza”, mas garantem uma grande margem de lucro para as empresas.

Encerramento

Para fazer o encerramento as pessoas formaram um círculo. A Secretária da Gênero, Cida Pedro, e as demais diretoras presentes agradeceram a participação de todas e do único companheiro que compareceu, e deram informações sobre as próximas atividades previstas.

Também foi observado que nas próximas atividades espera-se uma maior participação dos homens.

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